O jeito que ela carrega

Por ordem da mãe, que um dia ouviu alguém dizer sobre isso (e sobre o azar que teriam pelo resto da vida), não usava verde no réveillon. Todas as mulheres da sua casa têm Maria no nome. Qualquer coisa material que tiver, necessariamente, deverá ser dividida com outras pessoas. Dinheiro é sempre motivo de culpa. E culpa é palavra de ordem. Sucesso não é um substantivo que aprendeu a usar. Humildade, sim. Fala alto, come muito, ri sempre. Seu homeopata acha que o que tem é exuberância. Mas, seu pai, chamava esse e outros estigmas de atavismo. E pra dizer isso, ele gesticulava os braços, aumentava a voz, teatralizava a fala. E esse jeito ela também carrega.

Em seu primeiro romance, a autora traz a narrativa de uma mulher que precisou, por meio da dor, encontrar e entender as tatuagens das forças atávicas que trazia dos seus. Maria Clara passa por uma jornada que vai da dor à libertação, das raízes que a deixaram imóvel, das águas que, entendeu, deram liberdade, mas percorriam o mesmo caminho e, por fim, das asas que a fizeram voar.

R$ 39,90

ou 9x de R$ 5,02

Mais formas de pagamento

Cartão de Crédito

Parcelas

Em estoque

Não sei meu CEP

Informação adicional

Peso 0,200 kg
Dimensões 21 × 14 × 1 cm

Avaliações

Não há avaliações ainda.

Seja o primeiro a avaliar “O jeito que ela carrega”

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *